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dear cinema

Críticas simples e curtas.

Greenberg (2010)

por rita ralha, em 05.05.10

Greenberg encanta pela irreverência e falta de desejo de agradar da personagem que dá nome ao filme, pelo charme ingénuo da figura de Greta Gerwig, pela ausência da necessidade de escrever uma história e segui-la com base nos standards quase sempre imperativos da sequência principio-meio-e-fim.

É refrescante ver um Stiller muito reactivo e completamente on the edge e, claro, num papel diferente do habitual.  Não se adora Roger Greenberg, mas gosta-se bastante do filme!

Recomendado!

8/10

The Hurt Locker (2009)

por rita ralha, em 31.03.10

The Hurt Locker irrompe agressivamente pelo ecrã e invade o espaço confortável do espectador. Os minutos vão passando e, rapidamente, aquilo que aparentava ser um filme de guerra se torna num retrato cru e sem preocupações em agradar de um homem na guerra. Herói, homem destemido ou simplesmente aborrecido? Take your pick. Qualquer que seja a escolha, não há dúvida de que Bigelow foi mais longe e fê-lo muito bem (e bem melhor que o seu ex, acrescentaria eu).

8/10

An Education (2009)

por rita ralha, em 02.03.10
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An Education impressiona pela excelente interpretação de Carey Mulligan e pelo eloquente argumento de Nick Hornby.

É um muito interessante retratar da necessária escolha entre amor e carreira, derivada da condição sou-mulher-logo-não-posso-ter-os-dois.

Peca por apresentar um final demasiado descomplicado e pouco provocador.

8/10

A Single Man (2009)

por rita ralha, em 23.02.10

2009_a_single_man_001A Single Man é a captura breve, mas perfeita de como a vida parece parar quando se perde alguém querido. Os sentimentos são quase palpáveis. A agonia paralisante; a sensação de que o mundo continua, mas sem nós; o triste consciencializar da nossa impotência perante a vida e a morte.

Colin Firth leva a cabo este retrato de forma soberba, sem grandes palavras ou discursos, apoiado apenas numa articulação visual impressionante, que Tom Ford conseguiu criar sobretudo graças a uma variação de cor que vai acompanhando a significância e impacto pessoal dos diversos momentos.

8/10

Precious (2009)

por rita ralha, em 22.02.10

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Dado o tamanho drama familiar que aborda e as  interpretações incrivelmente sentidas que oferece,  por parte de todos os actores, ficam plenamente justificados  os prémios que Precious recebeu no Sundance de 2009.

No entanto, é sobretudo a capacidade de, através de alegres divagações sonhadoras da personagem principal, muito ricas em termos visuais e sonoros, construir um filme sobre um tema tao sombrio e triste de uma forma absolutamente não-deprimente que acaba por impressionar.

8/10

Where the Wild Things Are (2009)

por rita ralha, em 29.01.10

Spike Jonze construiu uma fábula visualmente impressionante (cenários, luz, movimento, carinhas e gestos dos monstros... soberbos!), que fará, possivelmente, muita gente ver ideias e teorias. Que ideias e teorias? Isso dependerá da perspectiva.

Talvez digam que a imaginação é o escapatório perfeito para alcançarmos aquilo que não conseguimos obter no mundo real. Talvez digam que por mais que tentemos bloquear as coisas tristes, elas estarão sempre presentes, num momento ou noutro (no real ou no imaginário). Talvez digam que todos precisamos de um momento de rebeldia e aventura e que isso pode até trazer-nos perspectiva.

Um bom filme, para mim, não me deixa indiferente e faz-me ir para casa com alguma coisa nova. O que é que levei de novo? Ainda estou a descobrir. Por enquanto sei só que Spike Jonze fez um bom filme.

8/10

Moon (2009)

por rita ralha, em 19.11.09

Apesar de um começo so-so (a roçar o quando-é-que-a-história-a-sério-começa?), Moon acaba por conseguir atingir o potencial que o seu trailer ameaçava oferecer: um excelente retrato da quase impotência humana perante o progresso científico e um perfeito reminder de que no man is an island.

Sam Rockwell faz o filme. É o seu charme alternativo e surpreendente versatilidade que, em conjunto com um acompanhamento sonoro assombroso, permitem abordar uma temática, já por si tendencialmente repetitiva, de uma forma nova e intensa.

8/10

Adventureland (2009)

por rita ralha, em 26.08.09
Um filme que retrata muitíssimo bem: a awkwardness que é ser-se jovem, não se saber o que fazer ou que caminho seguir, a preguiça e os amores do Verão. Adventureland é um post-teen flick muito divertido, querido e perfeito para ver agora (portanto, não na Primavera, como foi nos US, nem no Inverno, como certamente será por cá - para ver agorinha, no calor febril (not so much) do Verão).

PS: será possível não adorar a K-Stew?

8/10

Synecdoche, New York (2008)

por rita ralha, em 30.07.09

Para não variar, Charlie Kaufman escreveu mais um argumentozinho (e se há altura em que este -zinho é completamente irónico, é esta) mirabolante, começando num ponto e acabando noutro completamente distante e incrivelmente sombrio e, sadly, real. Um filme que começa por parecer algo pequeno e pessoal, mas que, no final, se descobre que é um projecto ambicioso e forte causador de uau!s pelo que nele se faz, diz e retrata.

Um filme para quem adorou Adaptation (não basta ter gostado do ESOTSM)

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