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dear cinema

Críticas simples e curtas.

Room (2015) AKA pequeno espaço, grande filme

por rita ralha, em 24.02.16

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Num ano em que, no meu cérebro, os "melhores filmes" parecem estar todos a deixar um bocadinho a desejar, Room chegou e conquistou o clássico lugar "não estava nada à espera, mas adorei".

 

Brie Larson e o miúdo tomam conta do filme e prendem-nos a momentos de ternura, esperança, tristeza imensa e nervosismo, tudo filmado de forma subtil, sem qualquer sensação de invasão de privacidade (tendo em conta os reduzidos metros quadrados).

 

Estive sempre de olhos e atenção colados ao ecrã e cheguei mesmo a viver um momento de ligeria taquicárdia. Fiquei imensamente satisfeita pela variedade de momentos que o filme mostra (esperava mais monotonia, confesso).

 

Gostei imenso.

 

9/10

The Revenant (2015) aka Leo Bloody Leo (nnhhhrrrrrrr!!)

por rita ralha, em 24.02.16

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O Sr. Iñárritu não desilude ninguém, acho que podemos gravar isto na pedra. Sentir com emoção, intimidade e boa montagem é com ele.

 

The Revenant foi a aventura vísceral que esperava (e ainda bem). Tem sangue, neve, ursos, cavalos, montanhas, rios, mais sangue e muitos, muitos grunhidos do Leo (aliás, se a imagem de cima pudesse grunhir, sintetizava perfeitamente o filme), tudo filmado bem de perto, como se lá estivessemos também de pele de búfalo em cima e barba desgrenhada. A história é simples, o que me permite dizer pela enésima vez que não são necessários enredos complicados para filmar um grande filme.

 

O Leo está ótimo, mas fico com dúvidas se me junto à crowd russa que berra pelo seu reconhecimento e promete erguer estátuas de ouro em sua honra (naturalmente, a minha cabeça está ocupada com o deslumbre oferecido pelo Fassbender com aquela voz a atirar para o agudo e cretinice suprema do Jobs).

 

8/10