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dear cinema

Críticas simples e curtas.

Fifty shades of grey (2015) aka muitas maminhas e pouco romance

por rita ralha, em 26.02.15

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Começo por vos dizer que li os livros.

[Momento para sentirem a vossa consideração por mim a descer, caso sejam pessoas fracas de espírito e facilmente influenciáveis]

 

Ora, quando um livro não é propriamente uma pérola literária e a sua fama subsiste graças ao mix incomum de romance e soft-porn disponível nas suas (demasiadas) páginas, não se pode esperar que o filme fuja muito a esta natureza. Isto tudo para dizer que basicamente achei o filme fraquinho em termos de história, ou não terminasse ele sem nos dar a conhecer o 3º ato (mais uma vez, culpa da autora do livro).

 

Ainda assim, não vou dizer que o filme é terrível, já vi muita coisa pior. Direi apenas que o filme não consegue reproduzir (e eu que li o livro, apercebo-me disso) a química entre as duas personagens que ali estão. No livro, há mais do que sexo e brinquedos, há uma miúda inocente apaixonada por um homem poderoso que nunca aprendeu a amar (e na minha opinião é este conceito simples que faz com que as pessoas queiram ler o 2º e o 3º livros). No filme, a miúda está lá (e é o único ingrediente que funciona muito bem), mas o homem not so much (a emoção máxima que consegui detetar foi um ocasional ar tresloucado) e de forma geral o argumento é fraco por ser muito apressado e com deixas pouco naturais (deixo-vos a foto ali em cima para sentirem um bocadinho desta falta de naturalidade). 

 

4/10

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